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Encontro de Almas

"Vem... Conversemos através da alma, Revelemos o que é secreto aos olhos e ouvidos. Sem exibir dentes, Sorri comigo como uma rosa. Entendamo-nos por pensamentos, Sem língua, sem lábios. Sem abrir a boca, Contemo-nos todos os segredos do mundo, Como faria o intelecto divino. Fujamos dos incrédulos, Que só são capazes de entender Se escutam palavras e vêem rostos. Ninguém fala para si mesmo em voz alta. Já que somos todos um, Falemos desse outro modo. Como podes dizer à tua mão: 'toca', Se todas as mãos são uma? Vem, conversemos assim. Os pés e as mãos conhecem o desejo da alma... Fechemos, pois, a boca e conversemos através da alma. Só a alma conhece o destino de tudo, passo a passo. Vem... Se te interessas, posso mostrar-te".
Do livro: Poemas Místicos – Jalal Ud-Din Rumi.
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O Mercador e o Pássaro

Era uma vez, um mercador que mantinha um pássaro preso em uma gaiola de ouro. Quando estava para ir a Índia em uma viagem de negócios, disse ao pássaro:  "Estou indo a sua terra natal. Você tem alguma mensagem para os seus parentes?"
"Diga-lhes que estou bem e que vivo em uma gaiola de ouro" - disse o pássaro.
Quando o mercador retornou, disse ao pássaro: 
Eu lamento dizer que tão logo encontrei os seus parentes selvagens e informei da sua condição, o choque foi muito forte para um deles - logo que ouviu a notícia, ele caiu de um galho e não tenho dúvidas que morreu" 
Imediatamente, o pássaro teve um colapso e caiu morto, no chão da sua gaiola.
Penalizado, o mercador tirou o pássaro da gaiola, colocando-o do lado de fora, no jardim. Imediatamente, o passaro, que havia entendido a mensagem do seu parente selvagem, voou para longe do alcance do mercador.
Blog: www.caravansarai.com.br


O Sábio...

(...) No dia da Ressurreição, se Deus glorioso interrogar-me assim: 'ó tu que pareces cansado e oprimido, o que trouxeste do caminho que percorreste?' Eu responderei: 'ó Senhor, o que se pode trazer de uma prisão? Eu venho da prisão do mundo, onde estava afundado na desgraça; cheguei aqui estupefato, completamente perdido, da cabeça aos pés. Não tenho mais que vento nas mãos, eu sou o pó da soleira da Tua porta; sou teu escravo e o prisioneiro do Teu caminho. Espero que não me vendas e que me cubras com o Teu manto sagrado, sou Teu servo!"' 

"Eu sei que Tu me purificarás de toda mancha e unirás minhas cinzas à Tua submissão. Quando meu corpo estiver escondido na poeira e sob a laje da tumba, tem a bondade de não te ocupar nem do bem, nem do mal que eu possa ter feito... Uma vez que que me criaste pela graça, deves perdoar-me pela graça."   

Do livro: "A Linguagem dos Pássaros" - ATTAR, Farid ud-Din (Attar editorial).