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Mostrando postagens de Janeiro 24, 2010

O filho do contador de histórias

Era uma vez um contador de histórias que pertencia a uma antiga linhagem de bardos, cuja tradição era preservar e relatar histórias de tempos remotos.
Ele tinha orgulho de sua antiga linhagem, da extensão de seu repertório e do grau de sabedoria que havia em seus contos, usados como indicadores do presente, como registros do passado e como alusões tanto das coisas do mundo dos sentidos, quanto das do mundo que existe além das aparências.
Na corte existiam também outros especialistas de todos os tipos, como é útil e natural. Havia chefes militares, cortesãos, conselheiros e embaixadores; haviam engenheiros especializados em construção e demolição, homens religiosos e de outros tipos de sabedoria: em resumo, havia pessoas de todos os tipos e condições e cada uma delas se julgava melhor do que todas as outras.
Um dia, quando houve uma longa disputa a respeito da precedência entre esses dignos personagens, a única conclusão a que puderam chegar foi que de todos eles, o contador de histórias …