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O Sábio...

(...) No dia da Ressurreição, se Deus glorioso interrogar-me assim: 'ó tu que pareces cansado e oprimido, o que trouxeste do caminho que percorreste?' Eu responderei: 'ó Senhor, o que se pode trazer de uma prisão? Eu venho da prisão do mundo, onde estava afundado na desgraça; cheguei aqui estupefato, completamente perdido, da cabeça aos pés. Não tenho mais que vento nas mãos, eu sou o pó da soleira da Tua porta; sou teu escravo e o prisioneiro do Teu caminho. Espero que não me vendas e que me cubras com o Teu manto sagrado, sou Teu servo!"' 

"Eu sei que Tu me purificarás de toda mancha e unirás minhas cinzas à Tua submissão. Quando meu corpo estiver escondido na poeira e sob a laje da tumba, tem a bondade de não te ocupar nem do bem, nem do mal que eu possa ter feito... Uma vez que que me criaste pela graça, deves perdoar-me pela graça."   

Do livro: "A Linguagem dos Pássaros" - ATTAR, Farid ud-Din (Attar editorial).