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Que exótico


N
asrudin estava certa vez roubando pêssegos num pomar, quando se aproximou o jardineiro. Imediatamente Nasrudin subiu em uma árvore. Quando o homem lhe pergunou o que estava fazendo, Nasrudin respondeu: 

"Cantando, cantando, eu sou um rouxinol"

O jardineiro convidou-o então a cantar, mas surpreendeu-se ao ouvir os sons horrivelmente desafinados produzidos pelo Mullá.   

"Não se parece com nenhum rouxinol que eu tenha ouvido", disse ele sorrindo.

"Então, obviamente você não costuma viajar", replicou Nasrudin com altivez. "Eu escolhi a melodia de um rouxinol raríssimo e exótico."


 

Comentários

  1. Nasrudin às vezes me lembra certos personagens bem brasileiros, como o Chicó e João Grilo, permissa vênia, ou mesmo o Pedro Malazartes.
    Mesmo em nossos contos indígenas, (vide Moronguetá, um Decameron indígena)há essa esperteza e essa picardia. Creio que temos muito mais dos árabes do que suspeita a nossa vã antropologia.

    Abraço fraterno.

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  2. Concordo inteiramente com você Eurico... Inclusive com relação as nossas raízes árabes.

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