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Os papéis do homem



"Irmão", disse Nasrudin a um vizinho, "estou fazendo uma coleta para pagar a dívida de um pobre homem que não pode cumprir suas obrigações."

"Lindo gesto", disse o homem, e deu-lhe uma contribuição. "Quem é esse homem Hodja?"

"Eu", disse o Mullá enquanto se afastava rapidamente.

Algumas semanas depois, lá estava ele novamente batendo à porta do vizinho.

"Imagino que você tenha vindo por causa de uma dívida", disse o homem sinicamente.

"É isso mesmo", disse Nasrudin.

"Suponho que alguém não pode pagar uma dívida e que você queria uma contribuição..."

"Não dessa vez."

"Ah, estou feliz por ouvir isso! Tome esta moeda."

"Uma pergunta, Nasrudin, o que é que mobiliza seus sentimentos humanitários nesse caso em particular?"

"Bem, é que eu sou o credor."



Comentários

  1. Olá, Nasrudin, buenos dias! Sempre uma reflexão trazida por vc a este blog, tão presente! Oportuna história nesses tempos de humanas dívidas e créditos, tudo tão confuso até no reino do Barack
    Ótima quinta-feira, com sol, ar puro, renovação e ótima vizinhança para Nasrudin, claro, e todos os seus amigos

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  2. Sempre uma lição regada a bom humor. O riso é o aperitivo para a boa compreensão da mensagem do Mullá.

    Abraço fraterno.

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Era uma vez...