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No dia do meu funeral



No dia em que levarem meu corpo morto
não penses que meu coração ficará neste mundo.
Não chores por mim, nada de gritos e lamentações
lembra que a tristeza é mais uma cilada do demônio.

Ao ver o cortejo passar, não grites: ‘ele se foi’
Para mim, esse será o momento do reencontro.
E quando me descerem ao túmulo, não digas: ‘adeus’
A sepultura é o véu diante da reunião no paraíso.

Ante a visão do corpo que desce
pensa em minha ascensão.
Que há de errado com o declínio do sol e da lua?
O que te parece declínio, é tão somente alvorada.

E ainda que o túmulo te pareça uma prisão,
e é ele que liberta a alma.
Toda semente que penetra na terra, germina.
Assim também há de crescer a semente do homem.

O balde só se enche de água
se desce ao fundo do poço.
Por que deveria José do Egito
reclamar do poço em que foi atirado?

Fecha a tua boca deste lado
e abre-a mais além.
Tua canção triunfará
no alento do não-lugar.

Extraído do livro: Poemas Místicos - Jalaludin RUMI (1207 – 1273)

Comentários

  1. Obrigada, Leandro, pelo envio. A meu ver, muito bem escolhido. Poderias postar no 786?
    Abraço, com Deus,
    Severa

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  2. Severa, atendendo ao seu pedido, está no 786...

    com Amor

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  3. Oba! O que é bom que circule, pois o outro lado nem precisa de nós...
    abraço e ótima quinta feira, com Deus, com Amor

    ResponderExcluir
  4. Bom dia Leandro, maravilhoso comentario. Obrigada e um otimo dia pra você

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